Capítulo 14

O medo de perdê-lo me fez abrir a porta para uma infinidade de depravações, e o meu egoísmo me trouxe para o fundo do poço da moralidade, de onde minha alma vil não consegue reunir forças para sair.

O interfone toca. É o porteiro que me avisa que ali estão mais de dez vasos de flores e me pergunta se pode subir com eles. Quando abro a porta, vejo vários vasos; são de margaridas brancas ordinárias. Todos vêm acompanhados de poesias porcas e sentimentais. Não me rendo a elas nem ao encanto mafioso do meu marido promíscuo. Sou mais uma refém das suas artimanhas e mais uma das putas que pede seu sexo sujo a qualquer preço.

Para continuar a leitura acesse:

 Eu o dividiria com o mundo, se tivesse, ao menos, uma certeza: de que no final ele seria meu, completamente meu.

Próxima leitura -> Capítulo 15

***

Trilha sonora:  Against All Odds (Phil Collins)

Deixe uma resposta