Capítulo 20

… entre aspas, posso me deliciar com o prazer pecaminoso que é entregar o que minha mente suja arquitetou para o seu prazer, sem pudor em admitir que a minha desonra moral será completamente castigada, na moldura limitante da sua cama sagrada.

Sete semanas depois…

Ouço um barulho de e-mail chegando. Entro na caixa de correio sem expectativas… e vejo que é do Jota! Quando abro o e-mail, vejo somente uma aspas aberta e três pontinhos. Um frio percorre todo o meu corpo e as lágrimas insistem em brotar dos meus olhos. Ele está fazendo referência a uma de nossas poesias, a poesia: “Entre Aspas”.

“Entre aspas escondo a minha sinceridade e deixo nas entrelinhas o que não posso dizer, mas posso fazer. E faço, com dois ou três dedos, dentro do abismo que existe entre a minha consciência e o meu desejo. Porque só mesmo entre aspas consigo me encontrar dentro de você de forma autêntica. E, entre aspas, posso me deliciar com o prazer pecaminoso que é entregar o que minha mente suja arquitetou para o seu prazer, sem pudor em admitir que a minha desonra moral será completamente castigada, na moldura limitante da sua cama sagrada. E se quero seu corpo mais profundamente do que jamais quis outro, quero-o sem pressa e sem censura. Mas o quero entre aspas, despido e desnudo de toda a sua proteção, e entregue em meias verdades a serem contadas aos poucos… entre aspas”.

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Trilha Sonora:  Como Eu Quero – Paula Toller

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