Capítulo 32

A verdade é que eu mesma já estava plenamente satisfeita. A porção vagabunda que habita dentro da minha alma estava rindo sorrateira da forma como eu havia sido tratada e não existia outra forma mais vil e suja que pudesse me comover e verter meu desejo em lágrimas de prazer. Sou eu, um objeto puto desprovido de adoração e amor-próprio que implora pelo desdém do outro, que precisa apanhar moralmente para manter-se viva, mais viva e mais satisfeita do que quando era adornada pela mulher que me elevou à categoria de esposa sagrada.

Acordo gritando de um sonho muito real. Olho o relógio e já são 17:37 h! Nossa! Como eu consegui dormir tanto? Nem almocei… vou até a cozinha preparar um sanduíche e penso em tudo que sonhei. Vivenciei a dor dessa mulher que tanto me ajuda. Vi a tradução deste livro maldito nas minhas mãos e, de alguma forma, entendo que somos ligadas a um mesmo carma familiar. Ela deve ser alguma avó minha distante… 

Para continuar a leitura acesse:

Próxima leitura -> Capítulo 33

***

Trilha Sonora: One – Mary J Blige & U2

Deixe uma resposta