Capítulo 40

Termino meu devaneio e volto para o Jota, que continua a justificar sua relação sexual, como se esta relação precisasse ser justificada; como se o tesão fosse propriedade de um alguém específico ou de alguma instituição. Se é algo que flui, que tem vida própria por sua natureza pungente e devastadora, o tesão não pode ser domado ou controlado, nem ao menos explicado. O tesão só pode ser conduzido ao ápice do gozo, que é para ele a sua mais tenra e devota existência: para o orgasmo libertador, seja ele ordinário ou não.

Ainda no apartamento, logo depois do beijo…

Ricardo me empurra levemente, tentando se afastar do meu corpo desnudo. Sinto um misto de vergonha com arrependimento por ter beijado meu amigo querido, por quem, inclusive, não sinto nada a não ser pura e simples amizade.

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Vejo lágrimas escorrerem certeiras de seu rosto cansado e percebo que excedi o limite entre verdade e agressão. Tem certas coisas na vida que não precisamos falar assim, de forma tão clara e evidente, mas a tentação de pontuar o que há muito estava entalado na minha garganta foi enorme.

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Trilha sonora: One and Only – Adele

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